
Sua Majestade e o Sr. Gordon Brown
5ª feira - 16 de Outubro, 2008
O dia começou com o primeiro dos pequenos-almoços que se repetiriam nos dias seguintes com uma receita explosiva à base de leite e derivados, sementes e derivadas anedotas e palhaçadas. As proporções já foram indicadas neste blogue em posts um pouco mais atrasados que este...
O dia decorreu na ausência de Bruno Guiomar, pelo motivo que já se explicou. Tratando-se de um dia de semana, só a partir das 5pm, passadas as tais horas de chacota, vulgo “trabalho”, é que este elemento se podia juntar a Marco, Paulo.
Marco, Paulo passearam calmamente no período do dia ao longo de uma extensão não inferior a 50 Km, sendo que parte destes, não menos que 10 Km percorridos no Tube, conhecido em Portugal como Metro de Londres, não mais que 1 milha percorrida by bicycle, em Portugal, bicicleta, e uma extensão desconhecida em autocarros encarnados de 2 pisos, conhecidos em Portugal como os autocarros de Londres.

À noite, jantou-se em Hackney. Via messenger, presenciou ao jantar um elemento da comitiva emigrante em terras britanicas, estabelecido em Birmingham em prol do projecto de difusão da raça lusitana, João Durão, que justificou a sua lamentável distância, incentivando porém o melhor desempenho para aqueles se encontravam em Londres. Reconstituído o trio de ataque, seguiu-se a primeira ofensiva à noite da cidade. Depois de descerem de autocarro numa zona que oferecia boas expectativas, constatou-se que à hora da chegada, cerca de 11pm, a noite descia e tanto presas como predadores recolhiam às suas casas. No trio, confirmou-se que os hábitos locais eram realmente muito diferentes dos que sempre se habituou em terras lusitanas. Aumentaram os níveis de ansiedade, e foi com uma certa dose de loucura, e só assim se explica, que os noctívagos portugueses acenaram a um táxi a quem solicitaram o serviço de transporte para um destino efectivamente indefinido. O táxi driver, conhecido em Portugal como o fugareiro acatou a mensagem e assumiu a missão. Desceram do táxi e o último do trio pagou a tarifa que somava não menos que 150% das libras que tinha na algibeira.

Segui-se uma caminhada de sacrifício para um destino que continuava perfeitamente indefinido. Eis se não quando, qual língua portuguesa se fez ouvir a um respeitável senhor que se cruzou na estrada com o trio português e se fez luz. Afinal, aquele senhor que mais tarde se mistificou com o nome O Pretinho da Sorte, pelas suas origens angolanas, reconheceu a língua que ali se falava e encaminhou generosamente o trio para um recôndito latino club, conhecido na zona com o nome de Latino. De que zona se tratava, ficou o trio sem saber até ao fim da aventura. Porém, a partir desse instante, a lusofonia deu os seus frutos e provaram-se algumas das capacidades raras que este povo possui.


Um fim de noite relaxante numa lavandaria próxima de Hackney reconstitui por centrifugação a clarividência aos seus heróis.
Todavia o trio português não se deixou em nenhum momento intimidar.
Para a noite estava previsto o jantar habitual em Hackney e depois então, a saída para morada incerta, mais certa porém que a noite anterior. Assim foi. Depois de jantados, dirigiram-se os três amigos para um dos Club mais famosos desta aventura: Guanabara Club. A linhagem lusitana desceu à pista de dança e floresceu de entusiasmo. Na discoteca as bolas de espelhos rodavam cada vez mais rápido, as luzes acendiam e apagavam cada vez com mais intensidade, um ritmo cada vez mais inebriante anunciava qualquer coisa desconhecida. Quando todos os bailarinos, mais de 5, não mais de 5000, discutiam na pista o seu lugar no céu, surgiu para grande surpresa de todos o reforço da Bife£and Team F1: Pedro Pastilha! Pastilha, acusando um défice nos preliminares da noite, foi incapaz de acompanhar a sua intensidade e limitou-se a cumprimentar o grupo de amigos e a observar atentamente o ambiente. Entre outros pormenores, perscrutou o charme da camisa que o amigo Marco envergava. Era uma camisa branca com várias cores alegres, dispostas em riscas horizontais e a sua observação contagiava misteriosamente com uma magia rara. A noite continuou alucinante até ao último segundo. E o último segundo aconteceu quando cada um encostou a sua cabeça na almofada.
Sábado – 18 de Outubro, 2008

O sol inclinava-se, o céu escurecia e a quadrilha começava a preparar mais uma missão, desta vez, e pela única vez, nesta aventura, com uma actuação por 4 frentes de ataque. O jantar tinha que ser especial e, para tal abriram-se as iguarias bem portuguesas que Marco, Paulo trouxeram de Portugal, digamos, bacalhau, paio, queijo de Seia amanteigado, tudo regado com o éter dos deuses, rotulado com Cavalo Lusitano, vinho tinto do Alentejo, premiado com medalha de prata no concurso de vinhos de Bordeaux 2008.


Mário, uma companhia virtual!
À boa maneira portuguesa, pelas 8h30pm começou-se a pensar sair casa para a noite de Londres e etc e tal, sendo que entre conversas e transversas, foi por volta das 10h30pm que realmente se abandonou a casa de Hackney. Um dos grandes enigmas girava à volta de Pastilha. Afinal, Marco, ainda que enxovalhada e já usada, emprestou-lhe a sua camisa das riscas coloridas que Pastilha tão bem observara na noite anterior. Na realidade nenhum dos quatro amigos conseguia antecipar o que pudesse vir daí a acontecer. Pastilha, além do desodorizante roll-on que pusera de manhã ao sair de casa, evitou qualquer reacção com a camisa misteriosa não usando qualquer tipo de perfume creme ou after-shave.O destino encaminhou a quadrilha para a zona de Convent Garden. O Club mais aguardado dava pelo nome de Road House.

Road House Club
Jaz no chão da casa de Hackney a veste talismã, enquanto descansam os guerreiros no seu leito, depois de mais uma vitória!
Domingo – 19 de Outubro, 2008
Raiou o sol de Domingo e mais um dia havia pela frente. Porque o bom Português sabe na Inglaterra ser Inglês, pela manhã os aprovisionamentos da casa de Hackney previam um chamado British Breakfast, em Português, pequeno-almoço como manda a puta da lei. Tal como se vê na fotografia, Pastilha, nostálgico da noite anterior, tentava manter insistentemente o ritmo frenético, mas com uma descoordenação motora evidente, já que o que se ouvia em música ambiente nestes momentos matinais eram os nocturnos de Chopin.
Companhias, acompanhantes e iguarias no so british english breakfast
Após a degustação, o programa do dia encaminhou o grupo de amigos para Camden Town onde tinha lugar mais um mercado característico da cidade. Entre todo o comércio da feira destacaram-se lojas de matérias raras e exposições, como foi exemplo a sala dos 27. 27 anos de vida, entenda-se, foi quantos viveram ídolos como Kurt Cobain, Jimi Hedrix, Janis Joplin e Jim Morrison. Todos eles tinham nesta sala o seu espaço e obras de arte expostas em sua homenagem. E uma vez falando de ídolos, refira-se de passagem, em visita a esta sala, o pânico que se gerou entre os membros da quadrilha. De facto as suas idades variam entre 24 e 27 anos, pelo que ou não estivessem vivos, ou que agendassem para breve as suas cerimórias fúnebres.
Apreensão nos rostos dos visitantes na sala dos 27.
Comprovado pelas autoridades locais e pelas agendas de cada um, nenhuma das duas hipóteses se revelou verdadeira. Viviam-se todos os dias com grande entusiasmo e para o futuro se prometia a expansão do Projecto Bife£and e outros por muito tempo!
Os membros da quadrilha portuguesa revelaram com o seu exemplo uma alternativa mais saudável de ídolos a seguir por todos os que quiserem vingar na vida! Sempre sorridentes, os representantes da Bife£and em Londres, figuraram brilhantementes a todos os paparazzi que se aproximavam.
Segunda-feira – 20 de Outubro, 2008
Neste dia a equipa da Bife£and voltou a desmembrar-se por motivos, digamos, “trabalho”. Os únicos persistentes foram Marco, Paulo. Preencheu-se a jornada com conteúdo cultural, vertente artística, com visita a alguns dos mais importantes museus na área, em todo o mundo. National Gallery e Tate Modern Art, foram as casas onde se apreciaram obras de autores excepcionais. Em passeio pelas streets e squares da cidade, sim porque os desgraçados nem avenidas, praças ou rossios têm, visitaram-se House of Parlment, Big Ben e toda a frente ribeirinha do Thames, sim porque os desgraçados nem de um Tejo como deve ser se podem orgulhar de ter. Vá la, vá lá, ainda lhe démos uma tal Street com o nome de um país como deve ser!
Terça-feira – 21 de Outubro, 2008Dia reservado para compras e outros hábitos perversos de consumidor, tais como descer a Oxford e Regent Street entrando em todas as suas lojas.
Quarta-feira – 19 de Outubro, 2008
Bonus Track – Red London
Nesta secção exibem-se algumas provas de crimes hediondos que as visitas de Marco, Paulo desencadearam na cidade de Londres com a colaboração de Bife£and Produções Ilimitadas.
Post escrito por Marco António
1 comentário:
Marco, 5*. A vossa foto nas máquinas de lavar...sem palavras
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